Mais de 10 anos entre consultoria de riscos, processos corporativos e produtos digitais regulados, dos pagamentos ao Open Finance. A mesma disciplina que entrega sob prazo do Banco Central se aplica a qualquer sistema complexo, com IA como parte real do fluxo de trabalho, não como discurso.
Minha carreira não começou em pagamentos: começou em processos e projetos, mapeando risco e desenho de processo em consultoria. Essa base foi o que me permitiu construir, anos depois, uma atuação sólida em infraestrutura de pagamentos regulados: Pix, Open Finance, motor de pagamentos.
Passei por consultoria de riscos na Deloitte, companhia aérea, programa de fidelidade, dois bancos e um app de mobilidade, sempre no ponto de encontro entre produto, tecnologia e processo. Essa trajetória culminou na liderança da Infraestrutura de Pagamentos (Pix, Open Finance e Motor de Pagamentos) na Serasa Experian, minha atuação mais aprofundada em produtos regulados até hoje.
O que aprendi entregando sob prazo do Banco Central não fica preso a pagamentos: é a mesma disciplina de mapear risco, estruturar processo e entregar sem margem de erro que aplico em qualquer frente de produto, regulado ou não.
Oito posições, uma linha de raciocínio: entender como sistemas complexos funcionam por dentro e torná-los melhores sem quebrar o que já funciona.
Quatro decisões de produto na frente de Infraestrutura de Pagamentos da PagueVeloz: migração de infraestrutura, negociação com fornecedor, escala e reversão de uma escolha que não funcionou.
A PagueVeloz operava o Pix como participante indireto, entre 5 e 7 milhões de eventos por mês, dependendo da infraestrutura de terceiros para uma parte crítica da operação. Essa dependência afetava disponibilidade, autonomia e custo.
Um episódio dimensionou bem esse risco: uma indisponibilidade acumulada de aproximadamente 32 horas, associada a cerca de R$ 17 milhões em TPV não processado e R$ 1,5 milhão em receita impactada.
Liderei a frente de produto da migração para participante direto, com ISPB próprio, coordenando prioridades e dependências entre Produto, Engenharia, Compliance e Jurídico. Por ser infraestrutura financeira regulada e de alta criticidade, o trabalho precisava equilibrar requisito regulatório, estabilidade da operação, experiência do cliente e viabilidade econômica.
O go-live aconteceu em março de 2026, dentro do prazo da Resolução BCB 496/2025. Numa operação de 5 a 7 milhões de eventos por mês, o principal ganho foi reduzir a exposição a episódios como o de 32 horas de indisponibilidade descrito acima, que travou R$ 17 milhões em TPV de uma só vez: ficar de fora da infraestrutura de terceiros elimina esse tipo de risco sistêmico. Some-se a isso uma redução real de custo por evento, de R$ 0,017 (indireto) para R$ 0,015 (direto), 11,8% a menos, com economia mensal estimada entre R$ 10 mil e R$ 14 mil, mantido o volume.
Liderei a migração da infraestrutura de Open Finance da Lina para a Sensedia, em um cenário com uma restrição de arquitetura importante: só era possível manter um Authorization Server.
Grande parte das integrações necessárias para a operação já estava concentrada na Sensedia, que também oferecia um nível de suporte melhor para o que precisávamos naquele momento. Isso tornou a consolidação mais adequada do que manter a operação dividida entre fornecedores.
Meu papel envolveu avaliar os impactos da mudança, coordenar a migração e conduzir a negociação comercial com a Sensedia. Como parte da integração já estava com eles, usei esse contexto para negociar desconto na contratação e reduzir o impacto financeiro da mudança.
A decisão envolveu produto, arquitetura, regulação, fornecedor, continuidade da operação e custo. A migração precisava acontecer garantindo que uma infraestrutura crítica para o Open Finance continuasse funcionando durante a transição.
Resultado financeiro da negociação não divulgado nesta página.
Fui responsável por frentes do motor de pagamentos da PagueVeloz, uma infraestrutura que processou aproximadamente R$ 7 bilhões em TPV no último ano fiscal. Qualquer evolução nesse contexto precisava considerar escala, estabilidade e impacto sobre uma operação financeira de grande volume.
Atuei em repasse D0, split de contas e evoluções do motor de pagamentos, incluindo a estruturação de testes para validar hipóteses e melhorar a eficiência antes de escalar mudanças para toda a operação.
Meu papel era conectar as necessidades de negócio às capacidades e limitações da plataforma, definir prioridades junto às squads e acompanhar os indicadores para entender se as mudanças produziam o comportamento esperado. Performance, estabilidade, custo transacional e risco operacional entravam na priorização junto com experiência do cliente e oportunidade de negócio.
Um dos produtos sob minha responsabilidade usava dados cadastrais da Receita Federal, na V1 da API. Como a V1 apresentava inconsistências, iniciamos a migração para a V2, esperando resolver os problemas existentes.
Depois da migração, os sinais da operação mostraram o contrário: o volume de chamados subiu de aproximadamente 10 para 300. Diante disso, avaliei o impacto sobre clientes e operação e decidi reverter para a V1, mesmo sabendo das limitações que tinham motivado a migração original.
Em vez de escolher entre duas versões que não atendiam completamente às nossas necessidades, desenvolvemos uma terceira solução: uma API exclusiva para a PagueVeloz, considerando as especificidades regulatórias da operação.
O case mostra, acima de tudo, a importância de acompanhar o comportamento de uma mudança depois do lançamento e estar disposta a reverter uma decisão rapidamente quando os indicadores mostram que ela não está funcionando.
Durante a graduação em Engenharia Química na UFSC, fui presidente do Centro Acadêmico, representante discente e passei pela empresa júnior do curso. Mediar debates com professores, coordenar uma diretoria de estudantes e apresentar na Semana Acadêmica de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos foi, na prática, o meu primeiro exercício real de gestão de stakeholders.
Concluí a graduação em Engenharia Química em 2014, a pós-graduação em Gestão de Produtos e Serviços na USP em 2017 e, dois anos depois, comecei a formalizar essa vocação de processo com a certificação Lean Six Sigma Green Belt: o primeiro passo de uma trilha de formação contínua que segue até hoje.
Curso de inglês no Solex College, em Chicago (EUA), e período de trabalho no McDonald's em Maryland (EUA): duas passagens curtas de imersão internacional em 2011–2013.
Certificados completos disponíveis na seção de Certificações, mais abaixo.
A Serasa Experian estava começando a caminhar mais para o uso de IA, e levei o Claude para o time como ferramenta central de produtividade e visibilidade, conectado via API/MCP diretamente às ferramentas que o time já usava no dia a dia.
Integração direta com as ferramentas de gestão do time, para visibilidade de status e contexto sem retrabalho manual.
Estruturação de decks executivos a partir de uma Skill personalizada com o sistema de design do time, garantindo padrão visual e agilidade na comunicação com stakeholders.
Apoio a análises de dados e métricas de produto, acelerando decisões orientadas a dados.
Resumo e sinalização dos e-mails mais urgentes, com organização automática por prioridade.
Criação de Skills reutilizáveis para o time, incluindo um guia de tom de voz para comunicações, além de Skills para uso pessoal.
Clique em um certificado para ampliar.
Aberta a conversas sobre produto, pagamentos e liderança em tecnologia.